THE NAME OF THE GAME


Imagem do DevianArt por Christina Papagianni.



There's a hint of pain
Há uma ponta de dor
A bit of white disdain
Um pouco de alvo desdém
In the corner of my eye
Na quina do meu olho
There are letters at the wall
Há cartas na parede
One cliff to deny and fall
Um precipício pra negar e cair
Mountains I have to climb
Montanhas eu tenho que escalar

There's this noise of paper
Há este ruído de papel
A little bug in the waffle
Um pequeno inseto no waffle
Ruining the damn recipe
Arruinando a maldita receita
There's dust on the window
Há poeira na janela
Nobody can see, it's ridiculous!
Ninguém consegue ver, é ridículo!
And goes far beyond our skin...
E vai muito além da nossa pele...


What is the name of the game?
Qual o nome do jogo?
We always play to soothe
Que nós sempre jogamos pra apaziguar
Some angst, some pride
Algum receio, algum orgulho
Some pretend, some cry
Alguns fingem, alguns choram
When about to win, we loose!
Quando prestes a vencer, nós perdemos!

What's the name of the game?
Qual o nome do jogo?
We always play to forget
Que nós sempre jogamos pra esquecer
Some fear, some regret
Algum medo, algum arrependimento
Some flee, some bruise
Alguns desertam, alguns se ferem
When about to win, we loose!
Quando prestes a vencer, nós perdemos!


Those are just limbs
Aqueles são apenas braços
But pinch like a blurt
Mas beliscam como rumores
Those are just words
Aquelas são apenas palavras
But pierce like darts
Mas perfuram como dardos
Those are just smiles
Aqueles são apenas sorrisos
But vibrate a "hell yes!"
Mas vibram um "claro que sim!"
Those feels like perks
Aqueles soam como privilégios
Of who arrived the last!
De quem chegou por último!



#047



Imagem do DevianArt por Laura Zerebeski.



Não era mais uma tarde, era um circo para os sentidos.
Estavam em um parque de diversões, andavam alegres, depois de concluírem de maneira bem sucedida, mais um ano letivo.
A moça alta tenta puxar a pequena para a Montanha Russa, ela empaca e aponta o Carrossel. Então a grandona lhe mostra o Trem Fantasma e a amiga responde fazendo um sinal da cruz.
Finalmente, ambas concordam em tomar um sorvete. Pausa para alguns devaneios juvenis. A moça das pernas compridas encara o horizonte e suspira insatisfeita. Coloca o sorvete na boca para preencher um vazio, mas admite em seguida:

- Detesto tempos de calmaria como esse, sabe? Não me sinto viva assim, porque tudo está bem mas meu coração está parado...
- Coração...ai, Deus me livre!
- Eu preferiria ter perdido o exame mas estar apaixonada agora!
- Eu preferiria escorregar em um ralador e cair em uma piscina de salmoura do que estar apaixonada.
- Nossa, porque?
- Dói menos.

Em seguida, a moça mais baixa apontou pra Roda Gigante e chamou a amiga, que mesmo preferindo o Chapéu Mexicano, a acompanhou porque entendeu que naquele parque se pontuava, não a coragem que uns tem para se atirarem em aventuras, mas a intensidade que cada pessoa experimenta em determinadas circunstâncias.

CANÇÃO DO AVESSO



Imagem do DevianArt por Louise.


Qual o nome dessa canção
Que a gente deixou do avesso?
O que rima com a sua dor
E transforma em recomeço?

Qual o nome desse sentimento
Tão fugidio, exagerado e estreito?
O que rima com esperança
E não deixa esse clima suspeito?

Qual o nome desse olhar
Que te constrange os trejeitos?
O que rima com minha voz
E me provoca tantos receios?

Qual o nome desse conto
Que a gente deixou desfeito?
O que rima com seu humor
Sem me atravessar o peito?

Qual o nome dessa canção
Que a gente deixou do avesso?
Porque o compasso sem pauta?
Será que não somos causa,
Apenas um vago efeito?